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Não obstante, parece-me plausível o suficiente perguntar o porquê dos fatos nos atingirem com tanta surpresa, mesmo que pensemos estarmos preparados para confrontá-los, vivendo numa vida normal e aceitável para qualquer ser ordinário nessa Terra ou que tal na presença de Nosso Senhor, que nos afirma que “tudo coopera para o bem daqueles que o amam” e andam segundo seus propósitos? A minha alma inflama dentro do espaço que a circunscreve com minha consciência, impedindo-me de questionar aquilo que parece questionável, mas que o berço impede de fazê-lo.
Acaso estarei ainda muito distante daquilo que é desejável e certo? Por quem? Minha consciência, a sociedade que me rodeia ou da família? De tudo e todos, sei apenas de uma coisa, esteja eu onde estiver, o Senhor está do lado certo. Mas por que tanto sofrer, acaso serão benditas provações que confirmadas pela Eleição nos guiam em direção à perseverança e esperança ou produto da colheita de um pecado plantado mesmo que praticado em segredo? Tantas dúvidas, quanto o número de interrogações presentes neste texto..não..melhor, nem comparar, pois muito ainda está encoberto e não alcançado pelos vôos de minha mente nesse tempo de infortúnio.
Como uma constipação, sinto- me impedido de agir conforme meu próprio querer e vontade e haverá por acaso maior perda do que aparente ineficácia do direito de exercer o livre- arbítrio? Pouco aconteceu, mas muito leva- me a questionar meus desígnios.
O tempo arde em suas paixões e vaidades e não posso perder o bonde da oportunidade, e supero mais esse degrau, quebrado, como o osso partido pelo trauma de uma dura pancada, pudera logo superar esse obstáculo e continuar em frente movido não pelas minhas ambições, mas pela aparente inexistência delas o que motiva-me a futilmente pensar que não sou tão egoísta.
Meus credos desabam como castelo de cartas frente ao vento do mar. Porém pode a criança pensar em construir tal frágil edificação com a constante brisa marítima? Inocência talvez, ou mesmo insistência em fazer aquilo que é aparentemente impossível. Assim é o homem quando pisa no terreno do Sentimento maior, cuja frustração, e capacidade de colher conclusões após minuciosa análise cirúrgica dos fatos, impede-me de escrever o seu nome. Ele inexiste entre homens! Não é possível compará-lo, mesmo que num nome ao que o Cristo fez no Calvário!
Os gritos não cessam e ensurdecem-me a cada lembrança das doces palavras sussurradas, melhor seriam caso expressassem loucos desejos, outrora ocultos pelo medo do castigo. Declaro- me incrédulo a qualquer sentimento admirável por outrem. Meu combustível é outro, revigorado, refrigerado e acalentador. Como pode algo parecer bonito aos olhos cegos de mentes enegrecidas pelo engano e modulação de sentimentos pré-estabelecidos? Como um enlatado que se estraga e é rapidamente digerida por quem tem fome, logo surgem os resultados.
Porém agora parece-me perda de texto pensar a respeito. Viver como o condor, planando pelos Andes sem bater as asas, mas apenas permitindo que a brisa soerga-me parece plausível. O tempo novamente tornar-se-á meu fiel aliado! Renovando, motivando e permitindo-me pensar em formas de como ser cada vez mais sábio.






